Friday, October 26, 2012

O Cinema Nigeriano nas telas da Caixa Cultural, Rio de Janeiro



* Mostra “Nollywood – O caso do cinema nigeriano” reúne 12 filmes inéditos no Brasil e 4 mesas de debate com convidados internacionais
A CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta, de 06 a 18 de novembro, a mostra “Nollywood – O caso do cinema nigeriano”, com uma seleção de 12 filmes produzidos em Nollywood, a indústria cinematográfica da Nigéria, que em 2012 celebra oficialmente vinte anos. Todos os filmes são inéditos no Brasil, selecionados pelos curadores Maria Pereira e Bond Emeruwa.
A programação fornece ao público um panorama histórico das expressões e práticas de Nollywood, desde o clássico “Living in Bondage” até “Tango With Me” - grande produção recentemente em cartaz no circuito nigeriano e europeu -, e traz alguns de seus profissionais mais expoentes para mesas de debates na CAIXA Cultural.
“Na escolha dos títulos, uma lista de dificuldades, a começar pelo desafio de eleger 12 filmes de uma cinematografia vastíssima e inédita no Brasil. Foram pré-selecionados 35 filmes a partir de sua relevância na história de Nollywood, seja pelo êxito comercial alcançado, debate que foi capaz de provocar na sociedade ou pela notoriedade obtida internacionalmente. Para este olhar histórico foram considerados três grandes períodos. Momentos que, segundo profissionais nigerianos e estudiosos sobre o tema, marcam propostas estéticas e estruturas de produção e distribuição da indústria: 1992-98 (conhecida como “The Beggining” ou “Classics VHS”); 1999-2007 (nomeada como o Boom); e 2008 até o presente (chamada de Nollywood Now ou New Nollywood)”, explica a curadora Maria Pereira.
No período de 14 a 17 de novembro (quarta-feira a sábado), sempre às 19h, acontecem os debates com diretores dos filmes programados e especialistas como Zeb Ejiro, Kunle Afolayan, Mahmood Ali-Balogun, Marco Aurélio Marcondes, Julia Levy, Jonathan Haynes, além do curador Bond Emeruwa, cineasta e produtor nigeriano, também presidente da Associação de Cineastas de Nollywood. Entre os temas em pauta, o contexto de realização e difusão de Nollywood, sua projeção no continente africano e propostas alternativas para o cinema brasileiro inspiradas na experiência nigeriana. 
Nollywood
Datada a partir do lançamento de “Living in Bondage” (1992), de Chris Obi Rapu, a indústria cinematográfica nigeriana vem fazendo juz ao seu nome de batismo “Nollywood”, conquistado a partir do estouro vivenciado no início deste século. Desde a pesquisa realizada pela UNESCO em 2006, o número de produções filmográficas na Nigéria duplicou. Hoje, a indústria supera as historicamente dominantes Hollywood e Bollywood com seus mais de 1500 longas-metragens por ano, emprega milhares de profissionais e estima-se que corresponda a cerca de 90% do consumo cinematográfico nacional.
Realizados em poucos dias e com equipamentos simples (atualmente todos digitais), os filmes se mostram um bom negócio: o custo de produção é baixo (entre 4 mil e 100 mil dólares), os pontos de venda são muitos e o público é vasto e assíduo. Com mais de 50% das obras em inglês, os filmes da Nigéria conquistam ainda milhares de espectadores ao redor da África e vêm inspirando um outro cinema possível e sustentável a países com baixa estrutura econômica e tecnológica, como Gana, Quênia, Uganda e Mali.  
A estrutura desenvolvida não acompanha, porém, até o momento, a organização e preservação das obras, dificultando o acesso do público a filmes que já saíram do mercado. No Brasil, nenhuma produção chegou ainda no circuito comercial e o caso de Nollywood é desconhecido pela maioria. Por esse motivo, a mostra é uma oportunidade especial para conferir alguns dos filmes e profissionais que marcam uma das principais indústrias de cinema da atualidade.

Programação:
terça-feira – 06/11
15h30: Living in Bondage (Diretor Chris Obi Rapu, 1992, 120 minutos, 14 anos)
18h: This is Nollywood (documentário, Diretor Franco Sacchi, 2007, 55 minutos, Livre)

quarta-feira – 07/11
15h30: Ti Oluwa Ni (Diretor Tunde Kelani, 1993, 110 minutos, 10 anos)
17h30: Mortal Inheritence (Diretor: Andy Amenechi, 1995, 110 minutos, 10 anos)

quarta-feira – 08/11
15h30: Domitilla (Diretor Zeb Ejiro, 1996, 106 minutos, 18 anos)
17h30: Issakaba (Diretor Lancelot Ouduoa Imasune, 2001, 96 minutos, 18 anos)

sexta-feira – 09/11
15h30: Aki na Ukwa (Diretor Amayo Uso Phullips, 2002, 86 minutos, Livre)
17h30: Ousofia in London (Diretor Kingsley Ogoro, 2003, 85 minutos, Livre)

sábado – 10/11
15h30: This is Nollywood (documentário, Diretor Franco Sacchi, 2007, 55 minutos, Livre)
17h30: Check Point (Diretor Bond Emeruwa, 2006, 110 minutos, 14 anos)

domingo – 11/11
15h30: Tango with me (Diretor Mahmood Ali-Balogun, 2011, 110 minutos, 14 anos)
17h30: Emotional Crack (Diretor Lancelot Imasuem, 2003, 120 minutos, 14 anos)

terça-feira – 13/11
15h30: Ti Oluwa Ni (Diretor Tunde Kelani, 1993, 110 minutos, 10 anos)
17h30: The Figurine: Araromire (Diretor Kunle Afolayan, 2009, 120 minutos, 14 anos)

quarta-feira – 14/11
15h: Domitilla (Diretor Zeb Ejiro, 1996, 106 minutos, 18 anos)
17h: Mortal Inheritence (Diretor: Andy Amenechi, 1995, 110 minutos, 10 anos)
19h – Debate: “Nollywood no contexto do cinema africano”
Debatedores: Jonathan Haynes e Bond Emeruwa
20h30 – 21h30: Coquetel + DJ Rajão

quinta-feira – 15/11
15h – 16h30: Aki na Ukwa (Diretor Amayo Uso Phullips, 2002, 86 minutos, Livre)
17h – 18h40: Issakaba (Diretor Lancelot Ouduoa Imasune, 2001, 96 minutos, 18 anos)
19h – Debate: “Nollywood: discursos e formas estéticas”
Debatedores: Kunle Afolayan e Jonathan Haynes

sexta-feira – 16/11
15h30: Ousofia in London (Diretor Kingsley Ogoro, 2003, 85 minutos, Livre)
17h30: This is Nollywood (documentário, Diretor Franco Sacchi, 2007, 55 minutos, Livre)
19h – Debate: “Contexto de realização e distribuição do cinema nigeriano”
Debatedores: Mahmood Ali-Balogun e Zeb Ejiro
Sábado – 17/11
15h: Check Point (Diretor Bond Emeruwa, 2006, 110 minutos, 14 anos)
17h: Tango with me (Diretor Mahmood Ali-Balogun, 2011, 110 minutos, 14 anos)
19h – Mesa redonda: “Cinema brasileiro: outros mundos possíveis”
Debatedores: Marco Aurélio Marcondes; Julia Levy; Bond Emeruwa; Mahmood Ali-Balogun; Zeb Ejiro; Kunle Afolayan

Domingo – 18/11
15h: The Figurine: Araromire (Diretor Kunle Afolayan, 2009, 120 minutos, 14 anos)
17h30: Living in Bondage (Diretor Chris Obi Rapu, 1992, 120 minutos, 14 anos)

Serviço:
Mostra “Nollywood – O caso do cinema nigeriano”
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinema 2
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô: Estação Carioca)
Datas: de 06 a 18 de novembro de 2012
Telefone: (21) 3980-3815
Ingressos: R$ 2,00 (inteira) e R$ 1,00 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia.
Bilheteria: de terça-feira a domingo, das 10h às 20h
Lotação: 80 lugares (mais 3 para cadeirantes)
Acesso para pessoas com deficiência
Classificação: Consultar classificação por filme
Patrocínio: Caixa Econômica Federal e Governo Federal
Programação completa da CAIXA Cultural: www.caixa.gov.br/caixacultural  
 * Contribuição original: Maria Pereira, Praga Conexões

Tuesday, October 23, 2012

Os dias da semana Iorubá



No calendário iorubá (Kojoda), o ano começa no dia 3 junho e termina no dia 2 junho do ano seguinte. De acordo com esse calendário, o ano gregoriano de 2008 da era Cristã,corresponde ao ano 10050 da Cultura Iorubá. A semana tradicional Iorubá é composta de quatro dias. Cada um desses quatro dias são dedicados aos Orixás mediante a associação que descrevemos a seguir:

O 1 º dia é dedicado a Obatalá (Sapanna, Ìyáàmi, e Egungun)

O 2 º dia é dedicado a Orunmila (Esu e Osun)

O 3º  dia é dedicado a Ogun

O 4º dia é dedicado a Sango (Oya)

Para se reconciliar com o calendário gregoriano, os iorubas medem o tempo também  em sete dias por semana e quatro semanas por mês. O calendário de quatro dias, foi criado em observncia a mitologia Orixá, enquanto que o calendário de sete dias é usado para as transações e negócios em geral e outros afazeres ligados a vida ocidental.

Assim, os sete dias são:

Ọjọ́ Àìkú (Domingo). O significado é: dia em que não se morre;
Ọjọ́ Ajé (Segunda-feira) O significado é: dia do lucro;
Ọjọ́ Ìṣẹ́gun (Terça-feira). O significado é: dia da vitória;
Ọjọ́-rírú/Ọjọ́rú (Quarta-feira). O significado é: dia da confusão ou dia do sacrificio;
Ọjọ́bọ̀/Ọjọ́ Àṣẹ̀ṣẹ̀ Dáyé (Quinta-feira): O significado é: dia da chegada ou dia da criação recente;
 Ọjọ́ Ẹtì (Sexta-feira): O significado é: dia da falência;
Ọjọ́ Àbá Mẹ́ta (Sábado): O significado é: o dia das três sugestões. (sábado).

REFERENCIAS:
1.      Imagem: Yoruba Traditional Art   http://en.wikipedia.org/wiki/Yoruba_traditional_art  acessado em 23 de outubro de 2012 22h14min

Friday, October 12, 2012

" Bawo ni"!: Vamos aprender Iorubá?





O povo Iorubá, dos quais existem mais de 25 milhões, ocupam o sudoeste da Nigéria e se estende, adentrando a República do Benin (antigo Daomé).  Para o leste e para o norte da cultura Yoruba atinge os seus limites na região do rio Níger. No entanto culturas ancestrais diretamente relacionados com os Iorubás floresceram em tempos remotos, bem ao norte do Níger. Evidências arqueológicas indicam que povos proto-iorubás detentores de cultura artistica e tecnologicamente avançados (Cultura e Arte NOK),viveram um pouco ao norte do Níger, no primeiro milênio da era crsitã. Eles já trabalhavam com ferro.
Quando o explorador Português "descobriu" as cidades reinos iorubá no século XV, pelo menos cidades como Ife e Benin, entre outros, já estavam de pé nas suas respectivas localizações, a pelo menos, quinhentos anos antes da chegada dos europeus.
Não é por acaso que a influência cultural iorubá está espalhados através do Atlântico para as Américas. Escravos iorubás foram enviados para as colônias britânicas, Francês, Espanhol e Português no Novo Mundo, e em um número desses lugares tradições iorubá sobreviveu fortemente. No Brasil, Cuba, Haiti e Trinidad, ritos religiosos iorubás, crenças, música e mitos é evidente nos dias de hoje. No Haiti, a do Yoruba foram geralmente chamadoAnagos”, que nós dizemos “nagôs. Afro-haitiano atividades religiosas dar ritos e crenças iorubás um lugar de honra, e do panteão inclui numerosas divindades de origem iorubá. No Brasil, as atividades religiosas são chamadas Yoruba Anago ou Xangô, e em Cuba são designados Lucumi.
Por isso, vamos iniciar um diálogo, usando experssoes do Iorubá, ao tempo em que apendemos a usar a comunicação básica nessa Nossa Língua.
Vmaso começar a partir de um diálogo inicial, onde apresentamos a voce a saudação
Vamos rerepsentar a “nossa” pessoa com a letra A e vamos representar voce pela letra V:

    Diálogo em Iorubá                                                  tradução em Portugues

A: Bawoni Ore mi. Se daada ni?                  Olá amigo, Você está bem?
V: Mowa dada, Ese. Iwo nko?                       Estou bem, obrigado. E voce?
V: Dada ni, adupe. Kini oruko e?                   Bem obrigado. Qual é o seu nome?
A: Oruko mi ni Adelson. Iwo nko?               Meu nome é Adelson. E o seu?
V: Oruko mi ni ( oruko re)...                             Meu nome é (seu nome)

Wednesday, August 15, 2012

Semana de Comemorações pelos quatro anos de inauguração da Casa da Nigéria 2012

(Festival de Xango no estado de Oyo, Nigéria)


O Coordenador da Casa da Nigéria, Sr. Oyewo Mojeed Oyebamiji, convida a todos para participa da Semana de Comemorações pelos quatro anos de inauguração da Casa da Nigéria, que acontecerá de 29 de agosto a 1 de Setembro na sede da instituição.
Localizado na Rua das Portas do Carmo, 26, Pelourinho, o imóvel no qual está instalada a Casa da Nigéria, tem três pavimentos, e é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pertence à Santa Casa de Misericórdia da Bahia. A Casa de Cultura da Nigéria atende a uma necessidade de resgate oficial da identidade Afrodescendentes em contrapartida a uma dívida histórica de ambas as partes (tanto da África, quanto do Ocidente). Esse evento segue a linha que liga inaugurações históricas da nossa história recente, como a Casa do Benin, e a Casa de Angola.
Hoje funciona no local um museu no qual, peças de artesanato, de várias épocas de alguns dos mais importantes reinos do povo Ioruba, além de uma variada gama de objetos, se encontram em exposição permanente. Além de sala para exibições de filmes e vídeos que retratam a cultura nigeriana está disponível no local, uma infra-estrutura para a realização de eventos por iniciativa de qualquer cidadão. A Casa da Nigéria ministra cursos de Língua e Cultura Iorubá-Nagô aberta à participação de todos.
A programação do evento constará das seguintes atividades:

29/08 (quarta-feira): Abertura da Exposição Comemorativa do Acervo da Casa da Nigéria e Exposição de Pinturas de Chico Vieira.

30/08 (quinta-feira): Festival de Xangô com grande show no Espaço Cultural da Barroquinha;

31/08 (Sexta-feira) e 01/09 (Sábado) Cortejo Carnavalesco pelas ruas do Pelourinho.

Ainda como parte das comemorações, os trabalhos de Chico Vieira estarão em exibição de 03 a 15 de setembro.
Salvador, 15 de agosto de 2012.
Professor Oyewo Mojeed Oyebamiji
Coordenador da Casa da Nigéria



Wednesday, June 13, 2012

Novo Curso de Iorubá terá iníco na Casada Nigéria


A Casa da Nigéria vem informar ao público que dará início ao Curso de Língua e Cultura Iorubá no próximo dia 6 de Julho.
O objetivo primordial do Curso é capacitar o aluno a ler, escrever e falar a Língua Iorubá. O condicionamento necessário para que esse objetivo seja alcançado passa necessariamente por uma imersão na Cultura Iorubá.
Os nagôs são ainda hoje os africanos mais numerosos e influentes neste estado (Bahia). Existiam aqui nagôs de quase todas as pequenas nações iorubanas. Os mais numerosos são os de Oyó, capital do reino de Iorubá, que naturalmente foram exportados ao tempo em que os haussás invadiram o reino, destruíram sua capital e tomaram Ilorin. Depois, em ordem decrescente de número vêm os de Ijêsá, de que, sobretudo, com um grande contingente de mulheres. Depois os de Egbá, principalmente da sua capital Abeokutá. Em menor número são os de Lagos, Ketú, Ibadan. Em geral, os nagôs do centro da Costa dos Escravos, os de Oyó, Ilorin, Ijêsá etc., são quase todos, na Bahia, malês (muçulmanos), e a seus compatriotas se deve atribuir a grande revolta de 1835. (Fonte: Novo Era Portal Iniciático, 2012). 
O curso de Língua e Cultura Iorubá sacontecerá nos seguintes horários para maior comodidade dos interessados:
Sexta-feira: das 18h00min as 20:0
Sábado: das 14h00min as 16h00min e das 18h00min as 20h00min

As inscrições devem ser feitas pessoalmente no local:
Endereço: Rua das Portas do Carmo, 26, Pelourinho.
 (com frente para a Fundação Casa de Jorge Amado),
Centro Histórico,
Salvador Bahia Tel.: (71) 3326-2021

Wednesday, March 7, 2012

Curso Introdutório de Iorubá-Nagô na Casa da Nigéria 2012

Èdè Yorùbá: Lò ó, bi bęękợ, yóò pàdánù rę!

A tradução do título acima é: “ Lingua Iorubá: Se voce não usá-la, irá perdê-la!” . Essa frase foi tirada de um livro para o estudo da Língua Iorubá, o livro “Yorùbá Prime” cuidadosamente preparado pelo Professor Dr. Adébùsợlá Ọnăbàjò Ọnăyęmí. Esse livro está escrito em Iorubá e Inglês, é um livro para inciantes que permite incrmentar a sua familiarização com as particularidades dessa língua .A Língua (Èdè) Iorubá , é uma linguagem do Niger-Congo falada na África Ocidental por cerca de 20 milhões de falantes. É a língua nativa do povo Iorubá, falada, entre outras línguas, na Nigéria , Benin, Togo, Reino Unido, Brasil e EUA.e, Europa e nas Américas. É mais estreitamente relacionadas com a língua falada na região do delta do Rio Niger Niger e falado também na região central da Nigéria. É mais amplamente relacionada a outras línguas nigerianas do Niger-Congo, incluindo Edo, ibo e Nupe.
O Iorubá é um dos quatro idiomas oficiais da Nigéria e é um membro da família Níger-Congo de idiomas. É falada por cerca de 22 milhões de pessoas na Áfric e na Diáspora Negra.
O Iorubá apareceu pela primeira vez por escrito durante o século XIX. As primeiras publicações iorubá foram uma série de folhetos produzido por John Raban em 1830-2 com objetivos pedagógicos. A pessoa que fez a maior contribuição para a alfabetização iorubá foi Bispo Ajayi (Samuel) Crowther (1806-1891), que estudou muitas das línguas da Nigéria, incluindo iorubá, e escreveu e traduziu em algumas delas. Crowther foi também o primeiro bispo cristão de origem Oeste-Africana. A ortografia iorubá apareceu em cerca de 1850, embora tenha sofrido uma série de mudanças desde então.
No Brasil, o s povos de Kètu, Egba, Egbado e Sabé são alguns dos segmentos étnicos vindos da Nigéria durante o período escrvagista que aquíi ficaram conhecidos como Nagôs. O fato é que esses povos vieram para a Bahia provenientes da grande área Iorubá que compreende sul e centro da atual República de Benim, (antigo Reino do Daomé); parte da República do Togo: e todo sudoeste da Nigéria. E todos eles - com destaque para os Kètu contribuíram decisivamente para e implantação da cultura nagô na nossa Bahia, reconstituindo aqui suas instituições e procurando adaptá-las ao novo meio, com o máximo de fidelidade aos padrões básicos de origem, fidelidade essa em parte facilitada pelo intenso comércio que se desenvolveu entre a Bahia e a costa ocidental da África durante todo o século XIX até os primeiros anos que se seguirem à Abolição.
Para entender o predomínio da etnia Iorubá-Nagô na Bahia é necessário recordar que, nas últimas décadas do tráfico negreiro, um enorme contingente de escravos dessa região foi trazido para Salvador. Nesse momento, os núcleos familiares também não foram tão desmembrados como no início da escravatura, permitindo uma maior manutenção da cultura e dos costumes.Então em, meu nome e em nome do representante Oficial do Governo da Nigéria para a Bahia, o AdidoCultural Professor Oyewo Bamiji, descendente da Familia Real de Oyó (e que susbstitui o Professor Ayo Ayanwalé) saúdo a todos dizendo:
Mo ki Egbe Orisa-Vodun Ilu Bahia! fun isoji, igbega ati itankale ede Yoruba. Ede aladun yi nikan ni awa ti a wa ninu egbe yi yio maa ko si ara wa. A ko fe Geesi, Faranse tabi edekede, bikose Yoruba.
Awon omo Yoruba nikan ko ni egbe yi wa fun. Gbogbo awon ti o feran ede Yoruba, ti won si fe ilosiwaju re, ni a pe lati ba wa dapo.
Tradução:
Saúdo as comunidades Orixá e Vodun da Bahia! por reviver, elevar e divulgar a língua Iorubá. Essa língua doce é uma dentre as que temos em nossa sociedade. Podemos não gostar de Ingles, Francês ou de qualquer outra língua, mais não podemos deixar de amar a língua Iorubá.
Essa associação não é somente para os Iorubás. Todos os que amam (a língua) Iorubá, que querem vê-la progredir, são elegíveis.

Calendário de Aulas:

De 16 de março até 25 de maio


Início:
As aulas terão inicio no próximo dia 16 de março de 2012 (Sexta-feira) a partir das 19:00 com duração de hora e meia. Ou seja, das 19:00 as 20:30.

Instrutores
Professor Oyewo Bamiji
Professor Adelson de Brito
Informações: (71) 3326 2021
8644 7753
adelsonsb@gmail.com

Ę káàbọ ! (bem vindo!)