Sunday, April 28, 2013

O “1º Curso de Comunicação Inglesa na Casa da Nigéria 2013” terá início em junho



A Casa da Nigéria convida a todos os interessados para estudar Comunicação Inglesa. O detalhe importante é:

VOCE SÓ PAGA A INSCRIÇÃO NO VALOR DE R$50,00 (CINQUENTA REAIS). A MENSALIDADE É GRÁTIS!

O Inglês Internacional é o conceito do idioma Inglês como um meio de comunicação global. Ele também é conhecido como Inglês Global, Inglês Mundial, Inglês Comum, Inglês Intercontinental, e por aí vai. Na maioria das vezes, estes termos se referem simplesmente a matriz da grande variedade de formas do Inglês falado em todo o mundo.
A Casa da Nigéria é uma organização cultural sem fins lucrativos e mantida pela Embaixada da Nigéria no Brasil que atende aos objetivos relativos ao resgate oficial da identidade Afrodescendente de uma grande parte da população brasileira em geral, com especial foco na população de origem afrodescendente na Bahia, ao tempo em que atualiza o contexto das relações cada vez mais estreitas entre o Brasil e a Nigéria. Esses dois países situados em lado opostos do oceano Atlântico desempenham em suas respectivas regiões globais de localização geográfica, papeis de liderança nos conjuntos de nações que lhes fazem fronteira enquanto notórios receptáculos de suas respectivas capacidades de influência. A República Federativa da Nigéria, tomando como ponto de partida a sua afinidade étnica com boa parte do povo brasileiro, tem desenvolvido um programa através da sua representação cultural sediada na Casa da Nigéria, que tem com principal objetivo apoiar o afrodescendente brasileiro na sua luta pelo resgate das suas raízes africanas em prol do pleno gozo da sua cidadania brasileira. Através da sua experiência cotidiana característica, corroborada pela sua posição demográfica no ranking das Nações, como o país com a maior população negra do mundo, no clima de cooperação mútua ensejado particularmente pelo evento da Copa das Confederações com início em Junho de 2013, quando a Nigéria virá para a competição, a Casa da Nigéria lança o seu “1º Curso de Comunicação Inglesa de 2013”, com vistas a auxiliar os nossos irmãos afrodescendentes ou não a melhor desenvolverem as suas capacidades de comunicação internacional em Inglês, dentro do espírito de empreendedorismo que caracteriza o povo baiano desde os primeiros dias de vida da Nação brasileira aqui nessa terra de São Salvador.
O “1º Curso de Comunicação Inglesa de 2013” será desenvolvido durante os meses de Junho a Setembro (quatro meses) desse ano de 2013, e será dividido em dois níveis. Os iniciantes e os intermediários. Os iniciantes terão aulas às sextas-feiras das 18h00min as 20h00min e os intermediários terão aulas aos Sábados das 14h00min as 16h00min. Os níveis dos alunos serão avaliados no momento da inscrição (obrigatoriamente presencial).
As aulas em todos os níveis serão ministradas por professores bilíngues de comprovada experiência internacional.
 A primeira aula será ministrada ao grupo de iniciantes e acontecerá na Sexta-feira dia 7 de Junho de 2013, as 8h00min
As vagas são limitadas, e o preenchimento obedecerá ao critério “first come, first served” (os primeiros a chegar terão ao preferencia) por isso venha logo garantir a sua!
Informações no local, Rua Portas do Carmo, 26, Pelourinho, próxima a Fundação Casa da Jorge Amado,ou pelos telefones: (71) 3326 2021/8644 7753.

 ATENÇÃO: EM CASO DE DESISTÊNCIA A TAXA DE INSCRIÇÃO NÃO SERÁ DEVOLVIDA.

Professor Oyewo Mojeed Oyebamiji
Coordenação da Casa da Nigéria

Imagem: Acesso: invertia.terra.com.br  (acessado em: 28/04/13)

Monday, April 22, 2013

Oríkì – A tradição Iorubá da palavra de encorajamento como sinal de respeito




“Oríkì jẹ awọn ọrọ ìşírí ti awọn Yorubá máa nfi yin ara awọn tabi ẹni ti inu wọn ba dun si”.
Ou em uma tradução aproximada: O Oriki é um texto usado para enaltecer (encorajar) e evidenciar virtudes.
 Essa frase dá inicio ao capítulo de título “Lição 7” (è̟kó̟ kẹfà) de um dos livros mais importantes já produzidos sobre o processo cultural Iorubá, o livro “Àwọn Àşà ati Òrìşà ilẹ Yoruba” (Tradições e Orixás da Terra Iorubá). Esse livro escrito pelas mãos do Dr. Olu Daramola e do Dr. Adebayo Jeje, teve a sua primeira edição publicada em 1967 e desde então suas reedições vem se sucedendo ano após ano em função da riqueza de detalhes do seu conteúdo, do qual a menção sobre a tradição do Oriki é apenas uma pequena parte.
Página incontornável da leitura do modo de vida Iorubá, o Oriki é construído sob várias formas, sendo que cada uma delas está associada ao status do homenageado.Para saudar um Rei, por exempo, a forma de construção do Oriki se fundamenta na “evidencia do seu poder” tanto material quanto espiritual.
Note-se o fraseado no seguinte Oriki para um Rei:

“Kábíyèsí Ǫba ´lúwayé
Ộdúndún asò ´de d´ẹ̀rọ̀,
Ǫba adé kí-ilé-r´ójú,
Ǫba adé-kí-ọ̀nà rọrún
Árówólò bi Oyinbó,
O fi´le wu ni,
O f´ ọ̀nà wu ni.
Ogbìgbà ti ngba ará àdúgbò,
Ǫba at´áyé-rọ bi agogo”.

Uma tradução aproximada:

Sua Majestade real,
Sua majestade é amplamente visível
A sua coroa a tudo cobre e conforta
És tão inesgotável quanto os europeus
(Teu poder) aumenta a terra,
(Teu poder) aumenta os caminhos
Senhor que alcança a todos como o (som do) sino

 A nossa visão europeizante de cultura patrocina uma restrição cruel e pouco inteligente no que toca a classificação dos povos, rotulando como “inferiores” aqueles cuja cultura tem como base a tradição oral ou não escrita. A medida que a globalização avança espalhando benefícios e vícios, atitudes de desprezo pelo rico legado oral deixado pelos nossos antepassados estão contaminando a educação moderna de povos donos de importantes legados para a história da conastrução da humanidade como a conhecemos hoje, e as culturas africanas estão entre as mais afetadas por essas “modernas influencias” notadamente as de cunho “euro-cristãs”.
 O “Oríkì é um importante gênero cultural oral da literatura Yoruba o qual é geralmente utilizado para cantar louvores a quem ou o que quer que seja. O Oriki é utilizado durante as cerimônias individuais ou comunitárias, tanto para enaltecer indivíduos quanto a comunidade. Os Iorubás tem Oriki para quase tudo o que existe no seu ambiente;para os animais; para as plantas;etc.; ou seja, existem Orikis para seres animados e para coisas inanimadas. O Oriki expressa uma definição completa do homenageado. Por exemplo, fala da nobreza, da origem, da fama, da profissão, das conquistas, crenças, hábitos alimentares, da disciplina, só para mencionar alguns itens. Enquanto os bravos heróis, e os guerreiros em uma comunidade tem “Oríkì” com que são identificados, os traidores dos compromissos com uma comunidade também têm os seus Oríkì.Vale notar a recorrencia desse último tipo de genero literário de “homenagem” na cultura brasileira, no qual Cuíca de Santo Amaro e a sua prática de infernizar os expoentes da sociedade baiana expondo publicamente suas traições e currupção, é o expoente maior.
No entanto, os dias de glória do Oriki parecempertencer ao passado, visto que a maioria dos jovens Iorubás não estão mais informados ou interessados ​​no gênero cultural. Em uma série de entrevistas sobre esta reviravolta cultural citadas na edição de hoje (19 de bril de 2013) do jornal Nigerian Tribune, na sua edição online, destaco as seguintes opiniões: O jornalista Modupe Akinyooye da cidade de Ondo, Estado de Ondo. Ele alegou que o problema é que muitos não estão realmente interessados ​​em oriki porque seu conhecimento da língua (Iorubá) é superficial. A barreira da língua é um corolário do fato de que a maioria dos pais estão educando os seus filhos em Inglês”: Na opinião da Princesa Olobe, uma executiva do mundo da informática computador, "o mundo tornou-se sofisticado.O Oriki não é mais útil. Ela nos ensina uma sabedoria, nas quais as pessoas não acreditam mais ...Olorunsogo (Deus tem feito maravilhas)... Se alguém canta seu Oriki, é porque desejam recolher algo de você, assim como os músicos fazem. “Oriki agora é inútil”: Na opinião Adepoju Fausat, uma estudante de comunicação de massa no Politécnico em Ibadan, Estado de Oyo, “a maioria dos jovens não estavam interessados ​​em oriki porque a maioria (de nós) não vive em nossas cidades natais, e os nossos pais não nos ensinam Oriki. Talvez porque eles acham que não é importanteQuestionada, no entanto, por que ela era capaz de recitar o Oriki de Ofa, sua cidade natal, ela respondeu sem rodeios, que Minha avó me ensinou”: enquanto Nafisat Azeez, uma colega dela, associou o descaso pelo Oriki ao que ela chamoufalta de educação cultural dos jovens”. Por enquanto, o Oriki vive, porque se você vai para o governo local para obter o Certificado de Origem, você será solicitado a recitar Oiki da sua cidade, ela completou.

Referencias:

1  1.   What is oriki?; Orikiwa: Acesso: http://orikiwa.wordpress.com/2012/01/06/hello-world/  (acessado em: 19/04/2013)
    2.  Fasiku, G.; Yoruba names, proverbs and National Consciousness; Department of  Philosophy, Obáfémi Awólọ́wọ̀ University, Ilé-Ifè The Journal of Panafrican Studies, vol. 1, no. 4, June 2006 (http://www.jpanafrican.com/docs/vol1no4/YorubaProverbsNamesAndNationalConsciousness_JPASvol1no4.p

3. Aowlaja, A.;Nigerian Trubune; Yoruba oriki: A dying cultural genre? Friday, April 19, 2013; Acesso: http://tribune.com.ng/index.php/features/13508-yoruba-oriki-a-dying-cultural-genre  (acessado em: 19/04/2013)

4.      Imagem: Yoruba oriki: A dying cultural genre? Friday, April 19, 2013; Acesso: http://tribune.com.ng/index.php/features/13508-yoruba-oriki-a-dying-cultural-genre  (acessado em: 19/04/2013)


Sunday, February 3, 2013

Ejiwapo – A força da unificação da contribuição dual na Cultura Iorubá



A relação dos nossos ancestrias Iorubás com o número dois é um evento que transcende a nossa capacidade ocidentalizada de entendimento do Sagrado. Afinal, somos o produto vivo e em evolução de mais de quinhentos anos de influencia greco-hebraico-romana. E, pelo que tenho testemunhado do convívio com nossos irmãos irmãs Iorubás dos nossos dias, lutam bravamente pela preservação de um legado multimilenar, porém, caso tendência se mantenha, não vai demorar até que eles nascidos em Karo Ojire (nome honoríco da Nigéria), venham a capitular diante da pressão do Islã e dos movimentso neo-pentecostais. E é assim que poderemos assitir a mudança de paradigma dogmático da Cultura Iorubá, qual seja: O esvaziamento do conceito de Ejiwapo (Dualidade), em troca do conceito de Santíssima Trindade, que nós aqui conhecemos muito bem.
É que, enquanto a Cristantade tem na Trindade a base do seu Dogma Fundamental, a Cultura Iorubá, tem na Dualidade o seu Equivalente. Assim, duais que se complementam como:  dia / noite, sol / lua, vida / morte, quente / frio, úmido / seco, direita / esquerda, masculino / feminino, são a essencia da Perpetuação Universal. Aparentemente por causa da dualidade ou "duplicidade" (ejiwapo) explicitada na sua visão de Natureza, os Iorubás, além de associar o número dois ao equilíbrio, eles esperam que (especialmente em um contexto ritual) influenciar o sobrenatural e trazer o resultado desejado.Vejamos o teor de uam oração:

  Eji koko Iwori, Oluwo Isulorun! ...
    Ki o ko reree temi wa a fun mi
    Eji koko Iwori
    Ki o gbe orun gba a wa sile Aye
    Bale ba le, a foju foorun
    Eji koko Iwori
    Sure tete wa koo wa fire temi fun mi
    Eji-koo-koo-koo, Iwori! (Adeniji 1982:96)

que poderia ser traduzido aproximadamente como:

Iowri, Formidável Duplo, Mestre Adivinho dos Céus....
Traga para mim as minhas bênçãos
Iowri, Formidável Duplo,
Traga as bênçãos dos Céus para a Terra
Quando cair a noite, e o sono tomar os nossos olhos,
Iowri, Formidável Duplo,
Aja prontamente me trazendo bênçãos
Iowri, Formidável, Formidável, Formidável Duplo,

               Um ditado popular Iorubá diz: “Tako, tabo, ejiwapo” , ou seja, “ O macho, a fêmea a união” (Lawal 1995:45) é carregado de significado. Além de insinuar o potencial de reprodução de vida do casal - a fonte da família - recorda a conceituação Iorubá  do Cosmo como uma “Cabaça grande” (Igba nla) composta de duas metades unidas em uma só peça. A metade superior significa a Masculinidade, assim como o Céu e o Firmamento, domínio permeiado pelos Espíritos Invisíveis. A metade inferior representa a Feminilidade e as Águas Primordiais das quais o mundo físico foi criado. Uma força misteriosa chamada “Aşe” é a manifestação que mantém a Cabaça no Espaço, permitindo ao Sol e a Lua brilharem, o Vento soprar, o Fogo queimar, a Chuva cair, os Rios fluirem, e as coisas ambos vivos e não vivos de existir. Este poder emana de uma Divindade Suprema conhecida por vários nomes, entre os quais Alaşe ("Dono de ase '), Ǫĺrun (" Senhor do Céu ") e Olódùmarè (o Eterno e Fonte de Tudo o que Existe"). Os Auxiliares de Olódùmarè na administração do Universo compoõem uma Série de Divindades ou as Forças da Natureza chamados Òrìşa (Orixás). Aqui na noss Bahia, cultuamos dezeseis (16) desses Orixás, cujo númeroconcebido na Cultura Iorubá original é de quatrocentos (400)ouo mais. Cada Orixá personifica uma Aşe associado a um fenômeno natural ou cultural. Por exemplo, Obatalá representa a criatividade artística; Orunmila, inteligência; Oduduwa, a divina realeza; Yemanjá / Olokun, a água e maternidade; Oxun, fertilidade e beleza, e assim por diante. A divindade Exu-Elegba ocupa uma posição especial entre os Orixá por causa de seu papel como o mensageiro divino e a ligação entre eles e Olodumare, por um lado, e entre o orixá e humanidade, por outro. Ele é considerado o guardião da AŞE. Ao contrário da Divindade Suprema em outras culturas africanas, Olodumare raramente cria diretamente, mas o faz através do Orixá. Por exemplo, sobre a decisão de criar a terra das águas primordiais, Olodumare encomenda Oduduwa para fazê-lo. Depois disso, Olodumaré incumbiu o Obatalá divindade artista para moldar imagens antropomórficas de argila, cada imagem animada com uma força de vida (Emi) e, em seguida, pediu que os seres humanos recém-criados partissem para habitar a terra abaixo do Céu.
Em geral, a ênfase em Ejiwapo na Cultura Iorubá reflete no nível seculavida cotidianar uma tentativa de educar o público sobre as virtudes da vida social coletiva e da necessidade natural entre as pessoas quanto a trabalhar juntos para o bem de todos. É como uma popular canção folclórica Yoruba coloca:

  Oju meji riran joju kan lǫ
   Eşe kan şoşo ko şe ę rin
   Ajeje ǫwọ́ kan o gberu d'ori
   Ǭtun wẹ̀ osi,osì wẹ̀ ọ̀tun
   Ni ǫwọ́ méjèji fi i nmǫ.

Tradução livre:

 Dois olhos enxergam bem mais que um
Uma perna só não faz tão boa caminhada
Com uma mão só, não é fácil levar um carrego por sobre a cabeça
A direita lava a esquerda e a esquerda lava a direita
E assim ambas as mão se tornam limpas

Assim, em cada colocaçação, em cada nuance a filosofia que orienata a Cultura e vida secular Iorubá parece advertir o cidadão para as conseqüências negativas da violência,visto que muito mais pode ser alcançado através de resolução pacífica de conflitos mediante a colocação do indivíduo como a meia parte integrante de um conjunto unificado: oindivíduo e o outro.
               Em suma, estes eventos, entre outros, transformaram a metade inferior da cabaça cósmica, também chamado Igba Iwa (Cabaça da Existência'), para servir a tarefa de dar suporte ao reino material, domínio da Terra fêmea (Ile), a qual, dentre vários nomes, tem o título de Iya Aye ("Mãe do Mundo").

*Este artigo é uma tradução livre de um Artigo originalmente escrito em Inglês, mas que traz contribuições de autores a quem conheço pessoalmente como: Dra. Juan Elbein (Juanita) e Mestre Didi, meus Mestres a quem devo Respeito: ‘Baba’ Wande Abimbola (hoje com mais de 90 anos de idade);Dr. Babatunde Lwal ( palestrante que vem a Uneb uma vez por ano), do Dr. Eluyemi Omotoso (falecido).E nomes de Mestres dos que me foram e são Mestres, como: Dr.Olu Daramola e Dr. Adebayǫ Jeje, autores de um compendio importantíssimo sobre a Cultura Iorubá, o nome do Dr. Olarimiwa Epega, e outros.

Referencias:

1.      *Ejiwapo:the dialectics of twoness in Yoruba Art and Culture; Acesso: http://www.thefreelibrary.com/Ejiwapo%3A+the+dialectics+of+twoness+in+Yoruba+art+and+culture.-a0175443008 (acessado em: 02 e 03 de fevereiro de 2013);
2.       Daramola O; Jeje A. ; Awǫn Àşà ati Òrìşa Ìlę Yoruba; Onibon-Oje Press & Book Industries Nigeria Ltd;
3.      Igba; Spatial Transformations: Acesso: spatialalchemy.blogspot.com (acessado em 03/02/2013)